Não pode ser dominado
Medo é a nossa mente concreta (No
seu embate com o personal)
Inconsciente:
(armazena o medo)?
Blog de Eduardo Matosinho – ematosinho@uol.com.br – WhatsApp: (11) 9 9781-4370
Não pode ser dominado
Medo é a nossa mente concreta (No
seu embate com o personal)
Inconsciente:
(armazena o medo)?
Voa um sonho e povoa o ar
a noiva viaja nas asas
de um galo vermelho
e ganha um beijo no céu
o bode flutua enquanto
um rabino atravessa a rua
bem perto há uma mulher nua
o dia evapora-se ao som do violino
Chagall pinta sua aldeia de memória
e revela a intimidade corriqueira
bom rabino e velho bode
a vida é refletida no espelho
ele sabe – tudo é desejo
as flores são sempre sensuais
as flores abrigam casais
na pintura tudo pode
Fabio Magalhães (São Paulo, 5 de novembro de 1942) – Fábio Luiz Pereira de Magalhães é museólogo, crítico de arte e curador. Estudou história da arte no Masp e na FAAP. Frequentou também o Instituto de Arte e Arqueologia em Paris. Foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e ex-curador chefe do Masp, secretário da Cultura do Município de São Paulo, presidente da Embrafilme, presidente da Fundação Memorial da América Latina e curador de Bienais de Artes Visuais do Mercosul em Porto Alegre
Conhecido por Beto ou Mineiro, Hebert é um talentoso e sensível fotógrafo paulistano, residindo atualmente em Maceió, AL, e diz: “Viciado no clique mágico de uma foto! Nascido mineiro de BH, Brasil.”
Fotos: “Y si esto fuera poco” (Citando o músico e poeta cubano Silvio Rodriguez), “Na lida…” e “Do fundo do meu coração (em referência à Emicida, rapper)”
Contatos:
www.instagram.com/hebertteodorosilva
WhatsApp: (11) 9 9166-6451
Dia ou Dias S/A
Dia odioso
Acharei
a paz
na boca
na pele
na chana
de uma
gata
molhada
e atormentada
de sofrimento &
amor
José Carlos Neves Lopes foi bacharel em direito, historiador, jornalista, professor e criador do blog “Memórias ourinhenses”. Ele escreveu para este jornal de Ourinhos, SP, esta crônica sobre meu pai intitulada “O farmacêutico Edmundo de Oliveira Matosinho” que originalmente havia postado, tempos antes, em seu blog (Link abaixo).
Neves Lopes foi amante da música clássica, do jazz e da música popular brasileira e norte americana dos anos 1930 a 1970, e sempre zelou pela valorização e preservação da história e da natureza da cidade de Ourinhos. Nesse blog ele e se concentrou na divulgação das fotos de seu pai, o ferroviário Francisco de Almeida Lopes.
Esse jornal me foi enviado pelo correio por meu saudoso primo José Ângelo Silva (Fordinho).
Esses dois sambistas da “malandragem” carioca (sendo que Bezerra é filho de Pernambuco e Dicró fluminense) souberam misturar como ninguém a sabedoria popular, o humor ácido e o retrato direto da realidade dos morros e das favelas, dizendo:
“Quando o morcego doar sangue e o saci cruzar as pernas”, ironizando a promessa de que o Brasil um dia vai se livrar da corrupção e da bagunça política, sugerindo que essa mudança está longe de acontecer.
“Otário só tem dois direitos: tomar tapa e não dizer nada!” (Trecho da música “Os direitos do otário”).
“Malandro demais vira bicho.”
“Quem defende bandido é advogado.”
“Quando tá muito ruim é porque tá perto de melhorar.”
“Nasci para sofrer, mas não nasci para ser otário.”
“Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada rei no seu baralho.”
Bezerra da Silva (Recife, Pernambuco, 23 de fevereiro de 1927 – Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) que usava o samba e o partido-alto como crônicas sociais para dar voz ao trabalhador e criticar com ironia as injustiças da sociedade
“Adoro a minha sogra. Se eu pudesse, eu teria 10. A minha mulher que não deixa.”
“Não tem nada pra beber aqui não? Eu tenho que beber, porque meu tipo sanguíneo é aperitivo!”
“Se eu fui pobre, eu nem me lembro.”
“Malandro é cavalo marinho, que finge que é peixe pra não puxar carroça.”
“O ponto G depende da minha conta bancária. Se estou com o bolso cheio, elas têm prazer rapidinho.”
“Se a vida fosse fácil, bebê não nascia chorando.”
“Ladrão não anda de noite porque tem medo de ser assaltado.”
Dicró, nome artístico de Carlos Roberto de Oliveira (Mesquita, Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1946 – Magé , Rio de Janeiro, 25 de abril de 2012) em seus sambas criou frases de humor irreverente e que giravam em torno de malandragem, causos populares e, principalmente, piadas clássicas sobre sogras
Cachorrada do Morro Doce, e em memória de Duby.