Baudelaire
Para Anita Forrer/ em 14 de abril de 1921
Somente o poeta juntou as ruínas
de um mundo desfeito e de novo o fez uno.
Deu fé da beleza nova, peregrina,
e, embora celebrando a própria má sina,
purificou, infinitas, as ruínas:
assim o aniquilador tornou-se mundo.
Baudelaire
Für Anita Forrer/ aum 14. April 1921
Der Dichter einzig hat die Welt geeinigt,
die weit in jedem auseinanderfällt.
Das Schöne hat er unerhört bescheinigt,
doch da er selbst noch feiert, was ihn peinigt,
hat er unendlich den Ruin gereinigt:
und auch noch das Vernichtende wird Welt.
Rainer Maria Rilke (Praga, Império Austro-Húngaro, atual República Tcheca, 4 de dezembro de 1875 — Valmont, Suíça, 29 de dezembro de 1926). In “Poemas”, seleção, tradução e introdução José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. Posted by Antonio Cicero
Tricolor: Tricampeão mundial, 20 anos
O São Paulo se tornou tricampeão mundial em 18 de dezembro de 2005, ao vencer o Liverpool por 1 a 0 na final do Mundial de Clubes da FIFA, no Japão. O gol que deu o título ao Tricolor foi marcado por Mineiro.
Minha homenagem, como são-paulino que sou, e minha recordação…
Espelho meu
Além do espelho
Quando eu olho o meu olho além do espelho
Tem alguém que me olha e não sou eu
Vive dentro do meu olho vermelho
É o olhar de meu pai que já morreu
O meu olho parece um aparelho
De quem sempre me olhou e protegeu
Assim como meu olho dá conselho
Quando eu olho no olhar de um filho meu
A vida é mesmo uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu
Sempre que um filho meu me dá um beijo
Sei que o amor de meu pai não se perdeu
Só de olhar seu olhar sei seu desejo
Assim como meu pai sabia o meu
Mas meu pai foi-se embora no cortejo
E no espelho eu chorei porque doeu
Só que vendo meu filho agora eu vejo
Ele é o espelho do espelho que sou eu
A vida é mesmo uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu
Toda imagem no espelho refletida
Tem mil faces que o tempo ali prendeu
Todos têm qualquer coisa repetida
Um pedaço de quem nos concebeu
A missão de meu pai já foi cumprida
Vou cumprir a missão que Deus me deu
Se meu pai foi o espelho em minha vida
Quero ser pro meu filho espelho seu
A vida é mesmo uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu
A vida é mesmo uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
O meu medo maior é o espelho se quebrar
Paulo César Pinheiro (Rio de Janeiro, 28 de abril de 1949) / João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — 5 de junho de 2000). Vivas ao Clube do Samba!
Bosquê: Reconhecido artista mato-grossense residente em Cáceres
Carlos Alberto Bosquê Junior, conhecido profissionalmente apenas como Bosquê, é um artista plástico e professor renomado, com significativa atuação e reconhecimento no estado de Mato Grosso e em nível nacional.
Destaque na frente de lutas e conquistas na valorização da classe artística e cultural trabalhadora desde seu primeiro emprego de capacitação a população ribeirinha, assentados e impactados pela usina Sérgio Mota CESP quando trabalhou em São Paulo. Bosquê também realizou projetos de qualificação profissional com grupos de assentados no Pontal do Paranapanema , foi presidente de sindicato por dois mandatos e trabalhou projetos de arte e saúde em aldeias com comunidades indígenas na região amazônica em Rondônia.
Reside e trabalha em Cáceres, trabalhando no Centro de Referência de Direitos Humanos da UNEMAT, e trabalhos ligados à proteção do meio ambiente e ao Patrimônio Histórico de sua região. Suas obras já integraram o acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, Secretária de Cultura do Estado de Mato Grosso, colecionadores nacionais e internacionais.
Formação e Atuação Profissional: Bosquê é graduado em pintura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo (FEBASP) e possui mestrado em educação profissional escolar pela Universidade Federal de Rondônia UNIR. Além de sua carreira artística, ele é professor de arte na rede federal de ensino, no IFMT, Campus Cáceres Prof. Olegário Baldo.
Prêmios e Participações em Salões: Ele participou e foi selecionado para diversos salões de arte, como o 25º Salão Jovem Arte de Mato Grosso, Mapa Cultural Paulista e recebeu menção honrosa em outros eventos e municípios. Recentemente, ele também atuou como jurado técnico em prêmios de artes visuais no estado, como o 1º e 2° Prêmio MT Artes e o Prêmio “Vera Hiroko Okazaki Vieira”.
Liderança Associativa: Ele é uma figura atuante na organização da classe artística, sendo idealizador e presidente da Associação dos Artistas Plásticos do Estado de Mato Grosso (ARTEMAT).
Estilo e Temática: Tendo se apaixonado pela natureza pantaneira após se mudar para Mato Grosso, o artista incorpora elementos regionais em suas obras, como a cartilha “A arte nos trilhos do Iata”, diversas ilustrações e capas de revistas literárias e poéticas como a Pixé que foi destaque junto a escritores da academia de letras de Mato Grosso. O estilo pessoal artístico que participa de salões a qual tem sua forte identidade visual é o surrealismo, acompanhado de obras expressionistas e conceituais, destacando produções únicas com forte reflexão visual e experimentações formais com resultados a qual coloca o artista com suas obras como um dos mais diversificados estilo no cenário artístico mundial. Portanto, sua fama e renome no cenário artístico são marcados com contribuições tanto na produção de arte quanto na educação e organização cultural, democratizando o acesso e a igualdade de muitos artistas para oportunidades construídas juntas, valorizando jovens artistas, iniciantes e renomados numa porteira de inclusão e fortalecimento para o reconhecimento da classe profissional.
Contatos:
www.instagram.com/artemat.mt
bbosquejr@gmail.com
WhatsApp: (65) 9 9984-1621
Artista indicado para o blog por Valdir Ricardo, que comenta: “Gostaria que fizesse uma postagem em seu site. É de um colega meu, dê essa força aí”.
O poeta
A um poeta
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima, e sofre e sua!
Mas que na força se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
Olavo Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — 28 de dezembro de 1918). Foi um dos maiores expoentes do parnasianismo brasileiro, movimento, originalmente francês, que se intensificou em meados do século 19, e que propunha a retomada de uma cultura clássica. O preciosismo da escrita, a valorização da estética e a métrica rigorosa eram as tônicas da escola literária parnasiana. Este é um de seus mais conhecidos poemas e representa com clareza os ideais do parnasianismo, tanto na métrica quanto no conteúdo
Ao modo de tapeçaria
Festa imodesta
Minha gente
Era triste amargurada
Inventou a batucada
Pra deixar de padecer
Salve o prazer
Salve o prazer
Uma festa imodesta como esta
Vamos homenagear
Todo aquele que nos empresta sua festa
Construindo coisas pra se cantar
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
E o otário silencia
Tudo aquilo que se dá ou não se dá
Passa pela fresta da cesta e resta a vida
Acima do coração
Que sofre com razão
A razão que volta do coração
E acima da razão a rima
E acima da rima a nota da canção
Bemol natural sustenida no ar
Viva aquele que se presta a esta ocupação
Salve o compositor popular
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
E o otário silencia
Tudo aquilo que se dá ou não se dá
Passa pela fresta da cesta e resta a vida
Acima do coração
Que sofre com razão
A razão que volta do coração
E acima da razão a rima
E acima da rima a nota da canção
Bemol natural sustenida no ar
Viva aquele que se presta a esta ocupação
Salve o compositor popular
Salve o compositor popular
Caetano Veloso (Santo Amaro, Bahia, 7 de agosto de 1942). Imortalizada na voz e interpretação de Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944), com o verso: “Salve o compositor popular”