Hoje é o Internacional da Mulher. A história mostra que há 51 anos, ou seja, desde 1975, as Nações Unidas decidiram referendar o dia 8 de março como “Dia Internacional da Mulher”. Em 1910, já havia sido decidido na Dinamarca, em uma conferência internacional de mulheres, de se comemorar neste dia o “Dia Internacional da Mulher” em homenagem às americanas mortas há 169 anos atrás, como veremos. Nessa ocasião elas reivindicavam, além do direito de voto e de participação pública, o direito de trabalhar, de treinamento vocacional e do fim da discriminação no trabalho.
Essa data marca uma das mais importantes lutas políticas travadas pela humanidade. A emancipação da mulher e sua inserção plena na sociedade são alguns dos pilares que demarcam a transição para o mundo moderno. Uma conquista obtida com muita luta. No dia 8 de março de 1857 as operárias têxteis americanas de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve e ocuparam a fábrica, para reivindicarem uma redução da jornada diária de trabalho de mais de 16 horas para 10 horas, sendo que na época elas recebiam menos de um terço do salário dos homens. Como represália a este movimento elas foram fechadas na fábrica, que acabou pegando fogo e matando mais de 130 mulheres queimadas.
Como marco das conquistas das mulheres brasileiras temos a data de 24 de fevereiro de 1932, quando foi instituído o voto feminino. Desta forma, as mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no Executivo e Legislativo. Como vemos, esta é uma data que merece justas homenagens às mulheres que tanto lutaram pelos seus direitos e que hoje comprovam com brilhantismo que esta luta não foi em vão.
Há muito por fazer. Na representação política, no Brasil, a presença das mulheres precisa crescer. Uma presença marcante que quanto mais cresce mais acrescenta qualidade, sensibilidade e foco nas questões relevantes para a vida de nossa gente.
