Monográfica Gejo, O Maldito – “Enxame”
Hoje, dia 22/07, pela manhã, Gejo, O Maldito escreveu dizendo que novamente a exposição foi prorrogada até dia 31 de agosto e de que, nesses 5 meses em cartaz e com sucesso, o livro de assinaturas já teve suas 100 páginas esgotadas. E ele está preparando outro…
O programa Monográfica, da Curadoria de Artes Visuais – ciclo de exposições individuais dedicado à reflexão sobre a produção contemporânea brasileira – apresenta, a cada edição, um recorte consistente da trajetória de artistas em
atuação desde a virada do século XXI. Nesta edição,destaca-se a obra de Gejo, O Maldito, artista cuja formação se dá na experiência direta da rua, herdeiro e agente da tradição da arte urbana no Brasil.
Artista visual, grafiteiro, arte-educador, designer e editor, Gejo, O Maldito (acrônimo de Geovaldo José), desenvolve uma produção marcada pelo movimento Hip Hop e pela cultura do estêncil no graffiti brasileiro, introduzido pelo precursor Alex Vallauri. Além do traço livre nas suas figuras estilizadas, silhuetas em cores sólidas e contornos acentuados, que tem uma aproximação com Keith Haring, sua obra tem principalmente no estêncil sua matriz técnica e conceitual. A partir dessa matriz, Gejo, O Maldito expande seu repertório visual para múltiplos, serigrafias, gravuras e estampas, povoando assim seus “seres das ruas” em diferentes suportes. Elementos industrializados, como rendas e padrões decorativos, são apropriados e convertidos em estênceis, recobrindo pictoricamente sua iconografia dita marginal, combinada de figuras-texturas, como na série de pinturas sobre madeira ou tela em que suas figuras e fundos adquirem diferentes padronagens.
O popular, o coletivo, o massivo, a crítica e o humor constituem eixos centrais de sua poética. Em sua obra, a crítica social e ecológica emerge por meio da escolha deliberada do que é considerado menos nobre. Suas figuras humanas — os “peoples”, como o artista denomina — formam multidões anônimas, silhuetas de corpos sem rosto, aglomerados que evocam ao mesmo tempo vulnerabilidade e resistência. Da classe dos animais, não aparecem espécies domesticadas ou idealizadas, mas urubus, gambás, tatus, lacraias, cobras, lagartas e outros invertebrados — presenças marginalizadas que tensionam hierarquias simbólicas.
Nesta edição do programa “Monográfica”, da Curadoria de Artes Visuais, o destaque recai sobre a obra de Gejo, O Maldito, artista cuja formação se dá na experiência direta da rua, herdeiro e agente da tradição da arte urbana no Brasil.
Sua produção é marcada pela cultura Hip Hop e pela cultura do estêncil no graffiti brasileiro. A exposição organiza-se em cinco segmentos principais — “Pixador”, “Peaples”, “Animais Marginais”, “Motivos Votivos” e “Motivos de Encanto” — que evidenciam recorrências e desdobramentos de sua pesquisa.
“Quer ver um pouco do Suco do final dos anos 80 e começo dos anos 90?
Venha e traga a família! Vai ser lindo conhecer a nova geração 2020’s.
Enxame. Dia 27.03.2026, às 18 h.
Vai acompanhando a saga nas redes.”
Gejo, O Maldito
Serviço:
27/3 a 21/6
Monográfica Gejo, O Maldito – “Enxame”
Abertura: 27/3 (sexta-feira) às 18h
Terça a domingo, 10h às 20h
Piso Flávio de Carvalho
Classificação indicativa: Livre
Grátis, sem necessidade de retirada de ingressos
Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000 – CEP: 01504-000 – Paraíso, São Paulo – SP
Gejo, O Maldito – Artista, empresário, mediador de conflitos, empreendedor em economia solidária e hip hoper.
Nasceu em Seabra, na Bahia, em 1976, mas aos três anos mudou-se para São Paulo. Ingressou no graffite, hip hop e stencil no meio dos anos 90 e popularizou o graffiti e o hip hop nas escolas públicas. Massificou o termo arte/ educação, participou das ONG’s mais relevantes de São Paulo; expôs em escolas, bibliotecas, museus, galerias e exposições nos Estados Unidos, Alemanha, Israel, Canadá, Bélgica, Cingapura e Itália.
É criador da marca de “Hip Hop 9370”, editor da revista Arte na Ruas e criador do evento “Free Art Fest”. Atualmente é proprietário do ponto cultural Elo Perdido e da Free Art Agency, que é uma empresa de artistas brasileiros que realiza oficinas, palestras, presta assessoria para assuntos de Street Art, produz ações artístico-culturais para galerias, espaços culturais, ONGs, Estados e empresas. Suas obras refletem as relações humanas nas áreas das questões ambientais, sociais, educacionais, políticas com tons de humor e muitas vezes de críticas com denúncias sociais.
Foi o idealizador do projeto do Centro Cultural Sítio do Tatu Amarelo, em Seabra (BA), que terá cursos de alfabetização de adultos, informática, biblioteca, cinemateca, oficinas de arte, além do amparo aos animais machucados e um jardim com diversos exemplares de plantas.
Contatos:
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www.instagram.com/gejothecreator
9370hq@gmail.com
WhatsApp: (11) 9 9388-4069
Todos convidados para essa celebração da cultura de rua, que agora é contemporânea.
Obrigado Edu!
Boas noticias, agora o pessoal que gosta de arte pode ir visitar essa expo única até dia 31 de agosto e em breve tem lançamento do catálogo! Obrigado, Eduardo pela parceria!!