Ana: Passeio na praia, Mulher artista e Ana coração

Ana
Artista
“Comecei na teoria e me encontrei na prática ✨”
📍 Rio de Janeiro

“Me chamo Ana, sou historiadora da arte pela EBA/ UFRJ. Tenho 27 anos, nasci e cresci no Rio. Comecei a produzir em 2018 pinturas, xilogravuras, cerâmicas e bordados. Gosto de deixar fluir e produzir sobre minhas experiências. Mas não me limito a isso, sempre busco me aventurar em novos temas, suportes e formas de arte. Durante a quarentena, por exemplo, comecei a lidar com arte digital. Bom, Ana é arte. E minha arte é para o mundo. Meu objetivo é fazer minha arte voar e que ela saia dessa caixa imaculada e elitizada. Pra mim, arte deve ser acessível e compreensível. No momento estou cursando Design Gráfico na UVA e tenho feito também muitas artes digitais voltadas para produtos de papelaria como adesivos, bloquinhos e ímãs, tem sido uma grata aventura!“

Contatos:
www.instagram.com/anarstriz
anarstriz@gmail.com
https://lnk.bio/anarstriz

Obrigado

Obrigado por ser a pedra na qual às vezes tropeço.

Para aprender que após a queda é necessário se levantar.

Obrigado por ser o espinho que às vezes me fere para mostrar-me que na vida nem tudo são flores.

Obrigado por ser o amigo que sorri comigo quando estou feliz e nas brincadeiras divide comigo momentos de alegria.

Obrigado por ser esse alguém que na hora das minhas dúvidas, percebe minha tristeza e me recebe de braços abertos.

Obrigado por ser meu exemplo, meu herói e por implantar teu caráter em mim.

Obrigado por ser essa parte de mim que me faz sentir que estais presente aqui, obrigado por ser meu pai.

Costa Paula (Várzea Grande, Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1957). Poema escrito para seu pai, Abílio Antunes da Costa, e me enviado por WhatsApp pelo autor por ocasião do Dia dos Pais de 2025

Fogo sobre fogo

O meu mamilo
no teu
mamilo

Só tu
sabes sorrir
na vertical

Gotas de orvalho
ligeiramente tingidas
de batom

Nem todos os frutos vermelhos
merecem o céu
da tua boca

Mais do que uma vez
atravessei a primavera
com os olhos fechados

A borboleta que poisou
no teu mamilo perdeu
vontade de voar

Vou ao céu
e venho-
-me

Não posso
amar
mais claro

Escrevo
com os dedos ainda longos
da carícia

Ainda agora em ti entrei
e já em todos os teus poros
me achei

Não é a rosas nem a violetas
nem a jasmim o cheiro
que me põe fora de mim

Qual é a minha
ou a tua
língua?

Não conheço outra
linguagem que não seja
a do orvalho

Na espessura do bosque
o que a minha mão procurava
era um mirtilo

Basta-me
o teu umbigo de vinho
para ficar bêbedo

Este fogo
que só com fogo
se pode apagar

Jorge Sousa Braga (Cervães, Portugal, 23 de dezembro de 1957)

Como é lindo o nosso popular, ensinando de sua forma à viver

A esperança é a última que morre
A cavalo dado não se olha o dente
A César o que é de César, a Deus o que é de Deus
A maré não tá pra peixe
A mentira tem perna curta
A pressa é inimiga da perfeição
As aparências enganam
A união faz a força
A voz do povo é a voz de Deus
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura
À noite todos os gatos são pardos
Águas passadas não movem moinhos
Antes só do que mal acompanhado
Cachorro que late não morde
Cada macaco no seu galho
Cada um sabe onde o sapato aperta
Caiu na rede, é peixe
Cão que ladra não morde
Cortar o mal pela raiz
De grão em grão a galinha enche o papo
De mãos abanando
De médico e de louco todo mundo tem um pouco
Depois da tempestade vem a bonança
Despir um santo para vestir outro
Deus ajuda quem cedo madruga
Deus escreve certo por linhas tortas
Diz-me com quem andas e eu te direi quem és
É dando que se recebe
Em boca fechada não entra mosca
Em casa de ferreiro, espeto de pau
Em terra de cego quem tem olho é rei
Escreveu, não leu; o pau comeu
Estar no mato sem cachorro
Filho de peixe, peixinho é
Gato escaldado tem medo de água fria
Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão
Mais vale um pássaro na mão do que dois voando
Não adianta chorar sobre o leite derramado
Nem tudo que reluz é ouro
Nos menores frascos estão os melhores perfumes
O barato sai caro
Onde há fumaça há fogo
O remendo ficou pior do que o soneto
Para baixo todo santo ajuda
Para bom entendedor, meia palavra basta
Pau que bate em Chico, bate em Francisco
Pau que nasce torto, morre torto
Pimenta nos olhos dos outros é refresco
Quando a porca torce o rabo
Quem canta seus males espanta
Quem espera sempre alcança
Quem é vivo sempre aparece
Quem não arrisca, não petisca
Quem não chora, não mama
Quem semeia vento, colhe tempestade
Quem vê cara não vê coração
Roupa suja se lava em casa
Saco vazio não para em pé
Santo de casa não faz milagre
Um dia é da caça, outro do caçador

Ou no dizer de uma colaboradora do blog (*):

Isso tudo lembra Jung: “Não Freud e nem sai de cima”

(*) Luiza Maria da Silva Matosinho