Foto tirada por Edson Antonio Ferreira Matosinho e publicada originalmente no seu blog “Águia, o blog do Matosinho” (http://blogdomatosinho.zip.net/)
Mês: dezembro 2025
João, o arteiro, pelas escolas em que passou…
Japonês de relance
Niponismo em fuga
Fugindo pela Rodovia Bunjiro Nakao de óculos Fujiro Nakombi e na companhia de Takakara Nomuro, um online gamer.
Suite dos pescadores

Meu irmão Caimmy eu gostaria,
De ouvir a sua poesia,
E nos contar sobre a canção do pescador…
Vamos navegar no mesmo mar de nostalgia…
E lembrar o dia…
De uma pescaria… em Salvador…
Minha jangada vai sair pro mar,
Vou trabalhar, meu bem querer,
Se Deus quiser quando eu voltar,
Do mar,
um peixe bom, eu vou trazer…
Meus companheiros também vão voltar,
E a Deus do céu vamos agradecer!
Adeus, Adeus…
Pescador não esqueças de mim!
Vou rezar pra ter bom tempo,
Meu nego,
Pra não ter tempo ruim…
Vou fazer sua caminha macia…
Perfumada de alecrim…
Pedro! Pedro! Pedro!
Chico! Chico! Chico!
Nino! Nino! Nino!
Zeca! Zeca! Zeca!
Cadê vocês, homens de Deus?
Eu bem que disse a José!
Não vá José ! não vá José!
Meu Deus!
Com tempo desses não se sai!
Quem vai pro mar, quem vai pro mar,
Não vêm!
Pedro! Pedro! Pedro…
Chico! Chico! Chico…
Nino! Nino! Nino…
Zeca! Zeca! Zeca…
É tão triste ver…
Partir alguém…
Que a gente quer…
Com tanto amor…
E suportar…
A agonia…
De esperar voltar…
Viver olhando o céu e o mar…
A incerteza a torturar… a gente fica só…
Tão só a gente fica só…
Tão só…
É triste esperar…
Uma incelênça…
Entrou no paraíso…
Adeus! irmão Adeus!
Até o dia de Juízo!
Adeus! irmão Adeus!
Até o dia de Juízo…
Minha jangada vai sair pro mar,
Vou trabalhar, meu bem querer,
Se Deus quiser quando eu voltar,
Do mar,
Um peixe bom, eu vou trazer…
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer!
Dorival Caymmi (Salvador, Bahia, 30 de abril de 1914 – Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2008). Foi um cantor, compositor, instrumentista, poeta, pintor e ator brasileiro. E ilustrando mostro o primeiro livro que li quando frequentava a pequena biblioteca do EEPG Dalton Morato Villas Bôas, Ourinhos – SP, cursando a 5ª série lá pelos idos de 1976
Quase sem rosto
Decifrando o escrito: “Privada”
Millôr Fernandes: 9 reflexões sem dor
“Quando eu era criança, o futuro ia ser radioso, tudo ia ser limpo, o futuro ia ser feliz, tudo no futuro ia acontecer melhor. Agora, o futuro é a a da bomba, a ameaça da fome, a ameaça da superpopulação e da poluição. E, já não se fazem futuros como antigamente.”
“Um país só tem verdadeira liberdade de expressão quando um homem pode dizer em público, em alto, tudo o que lhe vem à cabeça ao bater com o martelo no dedo.”
“Dividimo-nos orgulhosamente em 60% de analfabetos, 40% de ignorantes e o resto de governantes.”
“É preciso ter coragem. E preciso dar pseudônimos aos bois.”
“Existe coisa mais sóbria do que uma garrafa de uísque?”
“E me desculpem, mas começou o verão: agora eu vou me bronzear ao sol da liberdade.“
“Deus, no sétimo dia, descansou. Aí, choveu paca e não deu praia.”
“Que seria dos economistas se não fosse a extrema miséria do mundo?”
“Viver é desenhar sem borracha.”
Millôr Fernandes (Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1923 — Rio de Janeiro, 27 de março de 2012). In “Reflexões sem dor”, São Paulo: Edibolso, 1977
Daniel Gisé e pequena parte de seu legado
Daniel Gisé foi quadrinhista, ilustrador e web designer, falecido em 11 de setembro de 2024.
Formado em artes plásticas pela UNESP (2005). Estudou história em quadrinhos no Estúdio Pinheiros (1992-93), desenho e pintura no ateliê do artista Valdir Sarubbi (1996-2000), onde fui seu colega, e história da arte no ateliê de Rubens Matuck (1998). Começou como ilustrador assistente no Studio Gizé de 1996 a 1998. Publicou ilustrações nas revistas Caros amigos, Recreio e Aventuras na história. Colaborou com a revista de histórias em quadrinhos Sociedade radioativa (1999-2008). Criou o site ‘thedoorscomics.com’ (2003) onde publicou histórias em quadrinhos de humor sobre a banda The Doors, sendo publicadas também como revista em formato de bolso em 2007. Em 2007, essas HQ’s foram lançadas em formato de revista de bolso, indicada ao 20º Troféu HQMix. Em 2011 publicou a HQ ‘Desvio’ no livro ‘1001-1’ pela Editora Barba Negra / Leya. Em 2009 até seu falecimento ministrou oficinas de histórias em quadrinhos e deu aulas de desenho.
Luz Lú
Sexto soneto luxurioso
Atenta bem, ó tu que amando estás
E a quem turva tão doce empreendimento,
Neste que leva a cabo tal intento
Ledamente fodendo onde lhe apraz.
Sem de qualquer escola andar atrás
Por trepar verbi gratia a todo tento,
Fará feito sem par e a seu contento
O que possa foder sem ser loquaz.
Vede como nos braços a levanta
Ele, que as pernas dela tem dos lados
E como de prazer já se quebranta.
Não se perturbam por estar cansados.
Mas o jogo lhe dá ardência tanta
Que fodendo queriam-se finados.
E retos, sem cuidados,
Ofegam juntos, de prazer frementes,
E enquanto ele durar, estão contentes.
Pietro Aretino (Arezzo, Itália, 20 de abril de 1492 – Veneza, Itália, 21 de outubro de 1556). Poeta renascentista italiano e um de seus famosos e picantes “Sonetos Luxuriosos” (Sonetti lussuriosi), sendo que a primeira tradução para a língua portuguesa foi publicada pela Companhia das Letras e valorizada pela fidelidade ao espírito e à forma do original, capturando o vigor e a graça erótica de Aretino. In “Poesia erótica em tradução”. Seleção e tradução José Paulo Paes. São Paulo: Círculo do Livro: S/d. 170 p., capa dura