Mês: agosto 2026
Study of two pears (Trecho)

(…)
V
The yellow glistens.
It glistens with various yellows,
Citrons, oranges and greens
Flowering over the skin.
VI
The shadows of the pears
Are blobs on the green cloth.
The pears are not seen
As the observer wills.
V
O amarelo brilha.
Brilha com vários amarelos,
Limões, laranjas e verdes
Florescendo sobre a pele.
VI
As sombras das peras
São manchas no pano verde.
As peras não se veem
Como o espectador quer.
Wallace Stevens (Reading, Pensilvânia, Estados Unidos, 2 de outubro de 1879 — Hartford, Connecticut, Estados Unidos, 2 de agosto de 1955). In “The palm at the end of the mind. Selected poems and a play”. New York: Vintage Books, 1990, p. 159. Tradução de Olga Guerizoli Kempinska
O pintor Paul Cézanne (Aix-en-Provence, Provença, França, 19 de janeiro de 1839 – 22 de outubro de 1906) inspira versos como esse que falam sobre sobre a cor, a forma, o tempo que não foge na tela, frutas pesadas na mesa, e paisagens esculpidas pela luz. Poetas, como o norte-americano Stevens, traduzem sua pintura paciente em imagens de silêncio e cor que inspiram este poema . E no dizer de Olga Guerizoli Kempinska, em sua tese intitulada “Mallarmé e Cézanne: obras em crise”: “Mas será que é possível dizer as cores? Como dizer as cores de Cézanne, seus amarelos, verdes, azuis, pretos e vermelhos, que se modulam mutuamente em amplas gamas? Esses poucos nomes: amarelo, vermelho, azul (ou ainda o verde, branco, preto?), que apontam idealmente para as cores “puras”, “primeiras” ou “simples”, são por nós usados de maneira tateante e não correspondem à experiência das vibrações mistas e fugazes. Tal como no poema de Stevens, quando a palavra “amarelo” não basta para dar conta da multiplicidade e da complexidade compósita das cores das peras que atingem o olho do espectador, assim nós também procuramos sempre por outros nomes, por “limões” e “laranjas”, apelando para lembranças de objetos de nossas percepções.”
Dos tempos do “Blog do João Alex400”
Abacaxi vermelho
Adão branco
Bonitinha
Brinco de princesa
Cintilante
Flores coloridas
Florzinha bela
Margarida estranha
Flor no vaso
Fofurinha
Eva roxa
Ele com violão
E com sua mãe…
O verdadeiro amigo e amor: Uma mão na outra

Lembrando que este ano a PUC-SP comemora “80 anos de história”, sendo fundada no dia 13 de agosto de 1946
“O Verdadeiro Amigo e Amor: Uma Mão na Outra” é um livro inspirador sobre amizade verdadeira, amor, confiança, lealdade e crescimento emocional. Com uma escrita acolhedora e reflexiva, Luiza Matosinho convida o leitor a compreender como relacionamentos saudáveis são construídos por meio do respeito, da empatia, do autocuidado e da gratidão. Ao abordar temas como superação de desafios, limites, perdas, amadurecimento e conexões afetivas, a obra mostra que a amizade pode ser a base do amor mais duradouro. Uma leitura emocionante para quem busca fortalecer vínculos, desenvolver a inteligência emocional e encontrar reflexões profundas sobre os relacionamentos humanos.
Clique: Editora Sábhia – O verdadeiro amigo e amor: Uma mão na outra – Luiza Matosinho
Sua criação literária encontrando a minha arte (no fundo vermelho e envolvendo a capa e a contracapa do livro) e dando às mãos…
Contato:
www.facebook.com/luiza.matosinho
Lady e marinheiro
Trabalho com o visto do Profº. Francisco Claudio Granja (1957 – 2020), que me deu aula de “Educação Artística” no EEPG Dalton Morato Villas Bôas, da 5ª. à 7ª. série (1976-1978), Vila Odilon, Ourinhos-SP.
Brisa marinha de Mallarmé em duas traduções e no original, em francês
Brisa marinha (Tradução de Herculano de Carvalho)
A carne é triste e eu, aí! já li todos os livros.
Fugir! Fugir p’ra longe. Oiço as aves aos gritos
Ébrias na espuma ignota e sob o céu, em bando!
Nada, nem vãos jardins nos olhos se espelhando
Retém meu coração que se embebe de mar,
Oh noite! nem a luz da candeia a alumiar
O deserto papel que a brancura defende;
Nem mesmo jovem mãe que seu filho amamente.
Hei-de partir! Vapor em marítimas crises,
Iça o ferro e faz rumo a exóticos países.
Um tédio triste, em cruel e inútil esperar,
Crê no supremo adeus dos lenços a acenar.
Que os mastros, porventura, atraindo presságios,
São os mesmos que um vento inclina nos naufrágios.
Soltos no mar, no mar, sem ilhas nem esteiros.
Mas ouve, coração, cantar os marinheiros.
//
Brisa marinha (Tradução de José Augusto Seabra)
Triste carne, aí de mim! Já li os livros todos.
Fugir! Longe fugir! As aves sinto a modos
De ser ébrias de espuma entre o mistério e os céus!
Nada, nem os jardins espelhados nos meus
Olhos, o coração retém quase afogado,
Ó noites! nem da lâmpada a ausente claridade
No branco do papel que o vazio rejeita
E nem a jovem mãe que ao peito o filho aleita.
Hei-de partir! Veleiro a mastrear, tu, larga
As amarras, demanda outra exótica plaga!
Um Tédio, desolado por esperanças cruéis,
Crê ainda nos lenços molhados dos adeus!
E talvez que esses mastros atraindo os presságios
Sejam dos que o tufão verga sobre os naufrágios
Perdidos, já sem mastros, em estéreis ilhéus …
Mas os marujos cantam, ouve, coração meu!
//
Brise marine
La chair est triste, hélas! et j’ai lu tous les livres.
Fuir! là-bas fuir! Je sens que des oiseaux sont ivres
D’être parmi l’écume inconnue et les cieux!
Rien, ni les vieux jardins reflétés par les yeux
Ne retiendra ce coeur qui dans la mer se trempe
Ô nuits! ni la clarté déserte de ma lampe
Sur le vide papier que la blancheur défend
Et ni la jeune femme allaitant son enfant.
Je partirai! Steamer balançant ta mâture,
Lève l’ancre pour une exotique nature!
Un Ennui, désolé par les cruels espoirs,
Croit encore à l’adieu suprême des mouchoirs!
Et, peut-être, les mâts, invitant les orages,
Sont-ils de ceux qu’un vent penche sur les naufrages
Perdus, sans mâts, sans mâts, ni fertiles îlots …
Mais, ô mon coeur, entends le chant des matelots!.
Stéphane Mallarmé (Paris, França, 18 de março de 1842 – Valvins, comuna de Vulaines-sur-Seine, Seine-et-Marne, França, 9 de setembro de 1898) foi um poeta, crítico de arte e ensaísta francês, muito famoso por defender o movimento simbolista e por ser o primeiro amigo e biógrafo do pintor Paul Gauguin (Paris, França, 7 de junho de 1848 – Ilhas Marquesas, Polinésia Francesa, 8 de maio de 1903), que não era escritor de versos ou poemas, mas sim um célebre pintor pós-impressionista francês. Remetendo ao termo “poesia” na vasta obra de Gauguin temos a sua famosa tela de 1896 produzida no Taiti que se chama “Poemas bárbaros” (Poèmes barbares), retratando duas mulheres taitianas ao lado de um ídolo místico e combinando elementos do folclore taitiano, melancolia e referências visuais primitivas em um arranjo altamente simbólico. Atualmente esse quadro encontra-se exposto no Fogg Museum (Harvard Art Museums), em Cambridge, Massachusetts (EUA). Esse pintor expressava sua visão poética por meio de cores intensas, formas simplificadas e cenários exóticos da Polinésia Francesa, e não com palavras rimadas. Ele manteve forte diálogo criativo com literatos simbolistas de sua época, como Stéphane Mallarmé e Charles Morice.
“Às vezes, na sobrecarga dos dias invade-nos um desejo imenso de evasão, uma vontade de partir, em que apenas o mar é consolação.
É do que nos fala este poema de Stéphane Mallarmé, “Brisa marinha”, para o qual vos deixo duas versões em português, ambas satisfatórias mas sem a música desolada que se ouve no original, o qual acrescento para os leitores fluentes em francês.
A pintura de Paul Gauguin a acompanhar explica-se pela biografia do pintor, aquele que definitivamente partiu, deixando tudo, em busca do paraíso.”
Carlos Mendonça Lopes, do blog “Vicio da poesia”
Amarelou no divã
Pensando em ti
Eu amanheço pensando em ti
Eu anoiteço pensando em ti
Eu não te esqueço
É dia e noite, pensando em ti
Eu vejo a vida
Pela luz dos olhos teus
Me deixa ao menos
Por favor, pensar em Deus
Nos cigarros que eu fumo
Te vejo nas espirais
Nos livros que eu tento ler
Em cada frase tu estás
Nas orações que eu faço
Eu encontro os olhos teus
Me deixa ao menos
Por favor, pensar em Deus
(Pensando em ti)
Nos cigarros que eu fumo
Te vejo nas espirais
Nos livros que eu tento ler
Em cada frase tu estás
Nas orações que eu faço
Eu encontro os olhos teus
Me deixa ao menos
Por favor, pensar em Deus
Em Deus… Em Deus…
David Nasser (Jaú, São Paulo, 1 de janeiro de 1917 – Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1980) / Herivelto Martins (Distrito de Rodeio, hoje Engenheiro Paulo de Frontin, Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 1912 — Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1992), emocionantemente interpretado por Nelson Gonçalves (Sant’Ana do Livramento, Rio Grande do Sul, 21 de junho de 1919 – Rio de Janeiro, 18 de abril de 1998)
Euzinho andando por aí assim assim…
Aparecem nas fotos: João, Marco Aurélio, Isabel, Bel Vergueiro, Luiza, Diogo, Gil Ortuzal, Edson, Zé Ângelo (“Fordinho”) e Vinícius. Todos muito queridos!
Se equilibrando no skate e revisitação de Júnior
Montado usando um desenho da infância de Ricardo Ribeiro da Silva Júnior, administrador e formado em tecnologia em redes de computadores, que vinha às vezes em minha casa com a sua mãe Dioneide