[para Fabrício Marques, com quem condivido este poema, pelo toque & pelo mote]
Poeta sou,
mas
pelo avesso
chegado ao extremo:
não faço versos.
Verti ao olho
& al dente
uma estação no inferno.
Não vou nessa de Dante:
é sem acompanhante
que trafego
pelas profundas de mim mesmo.
Maria do Carmo Ferreira (Cataguases, Minas Gerais, 21 de dezembro de 1938). In “Cave Carmen”, 2024. Finalista ao Prêmio Jabuti 2025 com seu livro de poesia coletivo “Poesia reunida [1966-2009]” em parceria com Fabrício Marques e Silvana Guimarães (Organizadores), Editora Martelo, e a cerimônia de premiação está marcada para acontecer em 27 de outubro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Nota: Que coincidência de nome. Minha mãe chamava-se Maria do Carmo Ferreira Matosinho e era chamada carinhosamente de “Carmita”.
Autor: ematosinho
Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).
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