Escrevo-lhe amigo Barro, como um suspiro, após um soluço, onde te mostro meu pequeno mundo isolado sob o céu, onde cada um ergue a cabeça, coça o pescoço e cria o seu, numa atmosfera de supremacia.
O isolamento é a pior cousa que pode acontecer a cada um, e mesmo assim todos permanecem opacos, em seu sentimento, talvez como forma de sentir pelo menos uma vez na vida essa inquietude e que por fim vicia-te, e não consegue fugir à essa tristeza, tendo nas costas uma maior, e quando se está ameno, procura-se uma. Qual é o fim de tudo? Não sei se em meu mundo estou só, triste ou alegrecido. Sei que isso me satisfaz, pois crio uma situação só para mim. As mulheres são minhas, os rumos sou eu quem toma, eu que julgo e que culpo os infelizes, e que ao mesmo tempo, faço os felizes mais alegres ainda, dando-lhes todo o conforto. Para chegar onde? Talvez na minha infelicidade de liderar, graças ao meu sentimento de autofagia e de sofrimento. Quero me pôr acima de todos os humilhando, como me é feito, e não escapo a males imperdoáveis. Por fim sigo o seu olhar para trás. A situação já está perdida, e eu sei que não posso mudar. Tudo o que eu sujei e humilhei é tão pouco. Devo cultivar mais medo, para subir mais alto. Numa progressão aritmética infinita, sem fim, ou ter medo do fim…