Ave Maria no morro

Barracão
De zinco
Sem telhado
Sem pintura
Lá no morro
Barracão
É bangalô

Lá não existe
Felicidade
De arranha-céu
Pois quem mora lá no morro
Já vive pertinho do céu

Tem alvorada, tem passarada
Alvorecer
Sinfonia de pardais
Anunciando o anoitecer

E o morro inteiro
No fim do dia
Reza uma prece
Ave Maria

E o morro inteiro
No fim do dia
Reza uma prece
Ave Maria

Ave Maria

E quando o morro escurece
Eleva a Deus uma prece
Ave Maria

Ave Maria

E o morro inteiro
No fim do dia
Reza uma prece
Ave Maria
Ave Maria
E quando o morro escurece
Eleva a Deus uma prece
Ave Maria

Ave Maria

Herivelto Martins (Vila de Rodeio, atual município de Engenheiro Paulo de Frontin, Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 1912 — Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1992). Música ouvida ontem no espetáculo “Minha estrela Dalva”, dedicado à memória de Dalva de Oliveira, de Renato Borghi no SESI-SP (Centro Cultural FIESP). Idealização de Renato Borghi e Elcio Nogueira Seixas e com direção artística de Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas. No elenco: Renato Borghi, Soraya Ravenle, Elcio Nogueira Seixas e Ivan Vellame

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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