Samba pras moças

Meu candiá encandiou
Eu fui no samba
E vi sambar o meu amor

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Curió bebeu a água
Mas inda tem coco
Mel de engenho com cachaça e alegria
Um pouco

Morena que tá sambando
Não deixa ninguém sambar
Meu amor tá perguntando
Se o samba é pras moças

Se o samba é de moça só
Se o samba é de moça

Se o samba é de moça só
Se o samba é de moça
Ô Encandeia

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Meu amor tá perguntando
Como coisa que eu soubesse
E de lá eu vinha
Se lá estivesse

Meu amor na roda, valha-me Deus
Fica num chamego, valha-me Deus
Cada umbigada, valha-me Deus
É um desassossego, valha-me Deus

Meu amor na roda, valha-me Deus
Fica num chamego, valha-me Deus
Cada umbigada, valha-me Deus
É um desassossego, valha-me Deus

Ô de lá, ô de lá
Dona da casa, eu vim lá de cima sambar
E só vou embora quando meu amor mandar

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Curió bebeu a água
Mas inda tem coco
Mel de engenho com cachaça e alegria
Um pouco

Morena que tá sambando
Não deixa ninguém sambar
Meu amor tá perguntando
Se o samba é pras moças

Se o samba é de moça só
Se o samba é de moça

Se o samba é de moça só
Se o samba é de moça
Ô Encandeia

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Meu amor tá perguntando
Como coisa que eu soubesse
E de lá eu vinha
Se lá estivesse

Meu amor na roda, valha-me Deus
Fica num chamego, valha-me Deus
Cada umbigada, valha-me Deus
É um desassossego, valha-me Deus

Meu amor na roda, valha-me Deus
Fica num chamego, valha-me Deus
Cada umbigada, valha-me Deus
É um desassossego, valha-me Deus

Ô de lá, ô de lá
Dona da casa, eu vim lá de cima sambar
E só vou embora quando meu amor mandar

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Encandeia, encandeia
Encandeia, encandeia
Meu candiá

Grazielle Lima Ferreira e de Roque Augusto Ferreira (Nazaré das Farinhas, Bahia, 12 de março de 1947), interpretada lindamente por Zeca Pagodinho (Rio de Janeiro, bairro de Irajá, 4 de fevereiro de 1959) e lançada no álbum “Samba pras moças” em 1995 pela gravadora PolyGram, nono disco desse artista. “Candiá” (ou candeeiro) é uma lamparina do interior ou candelabro, símbolo de ancestralidade e muito presente na cultura popular. “Encandeia” vem do verbo encandear, que significa iluminar intensamente, deslumbrar, ou ofuscar a visão pelo excesso de luz. Assim, a frase evoca uma energia contagiante: “Ilumine a minha luz/ chama”

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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