Matisse disse um dia: “O autêntico criador não é apenas um ser dotado, é um homem que soube ordenar em vista de seus fins todo um feixe de atividades, cujo resultado é a obra de arte.”
E Marco Catalão escreve: “Como Cézanne, Rodin, Maillol e Renoir, figuras que aparecem ao longo dos Escritos como modelos em diferentes aspectos, Matisse parece ter um único fervor e uma única ambição: cumprir seu trabalho. (…) E “confessa a Louis Aragon: “Preparei longamente meu ofício. É como se até agora eu estivesse apenas aprendendo, elaborando meus meios de expressão. (…) É como se eu estivesse me preparando para iniciar a grande composição. (…) Como se eu tivesse a vida inteira à frente, enfim, toda uma outra vida… Não sei, mas a busca de signos, foi absolutamente necessário que eu preparasse, buscando os signos, um novo desenvolvimento da minha vida de pintor… Talvez no fundo, sem saber, eu acredite numa segunda vida… em algum paraíso onde farei afrescos…”.
Henri Matisse (Le Cateau-Cambrésis, França, 31 de dezembro de 1869 — Nice, França, 3 de novembro de 1954) foi um artista francês, conhecido por seu uso da cor e sua arte de desenhar, fluida e original. Foi um desenhista, gravurista e escultor, mas é principalmente conhecido como um pintor. Tirado de um trecho de um escrito de Marco Catalão feito em 2 de fevereiro de 2008 e publicado no site do “Le Monde Diplomatique Brasil”