O rei do coco

Balança o ganzá
Segura o repente
Cuidado cantor
Não é banca nem vaidade
É pura realidade
O rei do coco chegou!
Mas chegou sim!
Não tenho culpa, mas coco se canta assim
Se você achar ruim o problema não é meu
E veja bem meu bom cantor
Se você não tem valor
O culpado não sou eu
É, vá balançando o ganzá
Vá segurando o repente
Muito cuidado cantor
Não é banca nem vaidade
É pura realidade
O rei do coco chegou!
Mas chegou sim!
A natureza deu a mim este presente
Está no meu sangue, no meu eu
No meu coração na minha mente
É coco na perfeição
Não é brincadeira não
É melhor sair da frente
É, vá balançando o ganzá
Vá segurando o repente
Muito cuidado cantor
Não é banca nem vaidade
É pura realidade
O rei do coco chegou!
Mas chegou sim!
Olha que eu não tenho culpa, mas coco se canta assim
Se você achar ruim o problema não é meu
E veja bem meu bom cantor
Se você não tem valor
O culpado não sou eu
É, vá balançando o ganzá
Vá segurando o repente
Muito cuidado cantor
Não é banca nem vaidade
É pura realidade
O rei do coco chegou!
Mas chegou sim!
Veja bem que a natureza deu a mim este presente
Está no meu sangue, no meu eu
No meu coração na minha mente
É coco na perfeição
Não é brincadeira não
É melhor sair da frente
É, vá balançando o ganzá
Vá segurando o repente
Muito cuidado cantor
Não é banca nem vaidade
É pura realidade
O rei do coco chegou!
Mas chegou sim!
É, vá balançando o ganzá
Vá segurando o repente
Muito cuidado cantor
Não é banca nem vaidade
É pura realidade
O rei do coco chegou!
Mas chegou sim!
É, vá balançando o ganzá
Vá segurando o repente
Muito cuidado cantor
Não é banca nem vaidade
É pura realidade
O rei do coco chegou!

Bezerra da Silva (Recife, Pernambuco, 23 de fevereiro de 1927 – Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor e músico multi-instrumentista brasileiro dos gêneros musicais coco e samba, em especial de partido-alto. No princípio, dedicava-se principalmente ao coco até se transformar em um dos principais expoentes do samba nos anos seguintes. Essa música dá título ao seu primeiro disco de estúdio, lançado originalmente no ano de 1973. Mestre do partido-alto, ele já se intitulou “o rei do coco” antes de cantar a favela, a marginalidade e a maconha. Trata-se de um dos grandes sucessos desse cantor e compositor e celebra as raízes do ritmo nordestino

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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