Um, dois
Um, dois, três
Eh, pibe, Toquinho (diga, Vina)
Vamos hacer esta canción que hicimos
A tonga da mironga do kabuletê
¿Se puede? (Sí, yo creo que sí)
Es decir, porque parece que es una expresión
Que no quiere decir nada de bueno, ¿no?
Sí, yo creo que es una mala palabra, ¿no?
Tú conoces la historia, ¿no? (Mas o menos)
En África, cuando un africano dice eso a otro
Parece que las tribus entran en guerras terribles, ¿no?
Y que se comen el hígado uno al otro, ¿no?
No sabía (Sí)
E como que se sabe que la última palabra
Esta palabra, Kabuletê, de la expresión
Parece que tiene algo a ver con la madre de uno, ¿no?
No sabía, no, vamos a cantarla
Vamos, vamos a cantarla
Eu caio de bossa (eu sou)
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa, ê
Xingando em nagô
(Vai você, Vininha)
Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
Eu caio de bossa (eu sou)
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa, ê
Xingando em nagô
Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê (vai, Toquinho)
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do kabuletê (pra onde?)
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê (sabe onde é)
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Toquinho, nome artístico de Antonio Pecci Filho (São Paulo, 6 de julho de 1946) / Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 – Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980). Essa canção foi lançada em 1971 pela dupla e surgiu como um protesto sutil contra a ditadura militar no Brasil. A dupla usou termos de origem africana para xingar os governantes sem que os censores percebessem. O Brasil vivia anos de forte censura e repressão política. Os artistas não podiam criticar o governo abertamente. Vinícius aprendeu termos em língua nagô com sua esposa na época, Gessy Gesse. A frase funcionava como uma ofensa aos militares (“mandar os homens de verde-oliva tomar naquele lugar”), mas passava pela censura por parecer um som sem sentido ou místico.”Tonga” pode significar terra, lavoura ou força, “mironga” significa segredo ou feitiço e “kabuletê” refere-se a um sujeito ruim ou desprezível