Oriente

Comentada no Instagram pelo curador e crítico de arte Oscar D’Ambrosio à partir de sua sugestão abaixo respondida por mim:

“Se você quiser participar [com diversas frases que buscam definir o que é arte], mande para mim uma imagem, com a fichinha técnica e com o nome do pensador citado, que converse com a frase original e com a do Oscar.”

Ficou assim a postagem feita por ele (https://www.instagram.com/p/DXGJ7o4gApq/):

Oriente, 01/01/1998
Eduardo Matosinho
Guache, lápis de cor, canetinha colorida e carimbo sobre papel
29,5 x 21 cm

“Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”
Ernest Hemingway (Oak Park, Illinois, Estados Unidos, 21 de julho de 1899 — Ketchum, Idaho, Estados Unidos, 2 de julho de 1961).
In: Por quem os sinos dobram (Trecho) (https://ematosinho.com.br/?p=6769)

O diálogo proposto entre as cores é somado a uma pesquisa de formas. Esses dois elementos são articulados em uma composição que lida com o espaço como um lugar em que todo tipo de experimentação se torna possível para criar os mais diversos tipos de estranhamento que levam a visões e interpretações renovadas.

Oscar D’Ambrosio (13/04/2026)

Savinho Maia: Esculturas em pedra para serem eternas!

Sávio Maia

Nascido em 1965, Domingos Sávio Maia é desenhista e iniciou-se em esculturas em pedras no ano de 2004. Trabalha com granito e pedra sabão e suas esculturas são geralmente anjos, santos, Budas, fontes, bichos e placas. Fotos de seus desenhos e escultoras, num total aproximado de 2.500, estão disponíveis para serem vistas em sua rede social.

São João Del Rei – MG – Brasil 🇧🇷

Contatos:
www.instagram.com/savinho_maia
maiasavio65@gmail.com
WhatsApp: (31) 9 9780-7378

Falando de poesia em tom de desabafo

Poesia. Escrevi algumas, cerca de 30 páginas. Tenho algumas inacabadas e outras na cabeça, na vontade de dizer. Algo. Amor, sofrimento, paz, natureza, ódio (por que não?). A nossa condição de vida, como seres humanos instalados nessa terra de meu Deus, não é das melhores. As perspectivas não são muito boas: poluição, guerras, fome. Temos nossas condições de trabalho, mas não existe emprego. Temos muito que ler e aprender, mas não temos tempo. Precisamos ganhar o pão e a guerra já. Somos ansiosos e nossas bocas urgem. Queremos a revolução, mas temos medo do poder. E de perder a guerra. E de fazer a guerra, pois pensamos na impossível paz. A guerra não depende de nós, mas a paz sim. Botamos a culpa na guerra e no instinto destruidor do homem. E assim vamos vivendo, sem planejamento e aos trancos e barrancos. E para quê tudo isso? Para morrermos depois e não levarmos nada. Alma…

Ausência 2

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Rio de Janeiro, 1935

Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 – 9 de julho de 1980)

Alex dos Santos: Um pouco mais de sua pintura…

Alex Benedito dos Santos nascido em 13/02/80 vive e trabalha na cidade de Jaboticabal, interior do Estado de São Paulo. Residente a Rua João Faccio, 90, Jardim Mariana. Participa de exposições desde 1997, ganhando vários prêmios passando a ter suas obras presentes em acervos públicos como, por exemplo, acervo da Assembleia Legislativa em São Paulo, no museu de arte de Ribeirão Preto, no acervo de Sales de Oliveira entre outros.

Seu trabalho também consta em coleções particulares e atualmente está representado pela galeria de arte brasileira em São Paulo. Cursou Educação Artística na Faculdade de Educação São Luís de Jaboticabal, tendo abandonado o curso no final devido a compromissos nas suas produções artísticas.

Seu trabalho reverencia a genialidade pouco compreendida de uma das mentes mais brilhantes do universo artístico contemporâneo. Alex Benedito dos Santos, ou simplesmente Alex dos Santos, é um artista que inspira uma multiplicidade de sentimentos, consubstanciados em um portfólio riquíssimo, que engloba pinturas em papelão, tela, painel, madeira, tal como esculturas, instalações e uma variada gama de produções que se enquadram nos conceitos de arte naïf, arte primitivista, arte popular brasileira e arte contemporânea.

Contatos:
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www.instagram.com/pintoralexdossantos
alexpintorquadro@gmail.com
WhatsApp: (16) 9 9108-8060