Sexto soneto luxurioso

Atenta bem, ó tu que amando estás
E a quem turva tão doce empreendimento,
Neste que leva a cabo tal intento
Ledamente fodendo onde lhe apraz.

Sem de qualquer escola andar atrás
Por trepar verbi gratia a todo tento,
Fará feito sem par e a seu contento
O que possa foder sem ser loquaz.

Vede como nos braços a levanta
Ele, que as pernas dela tem dos lados
E como de prazer já se quebranta.

Não se perturbam por estar cansados.
Mas o jogo lhe dá ardência tanta
Que fodendo queriam-se finados.

E retos, sem cuidados,
Ofegam juntos, de prazer frementes,
E enquanto ele durar, estão contentes.

Pietro Aretino (Arezzo, Itália, 20 de abril de 1492 – Veneza, Itália, 21 de outubro de 1556). Poeta renascentista italiano e um de seus famosos e picantes “Sonetos Luxuriosos” (Sonetti lussuriosi), sendo que a primeira tradução para a língua portuguesa foi publicada pela Companhia das Letras e valorizada pela fidelidade ao espírito e à forma do original, capturando o vigor e a graça erótica de Aretino. In “Poesia erótica em tradução”. Seleção e tradução José Paulo Paes. São Paulo: Círculo do Livro: S/d. 170 p., capa dura

Gritar

Aqui a ação simplifica-se
Derrubei a paisagem inexplicável da mentira
Derrubei os gestos sem luz e os dias impotentes
Lancei por terra os propósitos lidos e ouvidos
Ponho-me a gritar
Todos falavam demasiado baixo falavam e escreviam

Demasiado baixo
Fiz retroceder os limites do grito
A ação simplifica-se
Porque eu arrebato à morte essa visão da vida
Que lhes destinava um lugar perante mim
Com um grito

Descobrir mais
Tantas coisas desapareceram
Que nunca mais voltará a desaparecer
Nada do que merece viver

Estou perfeitamente seguro agora que o Verão
Canta debaixo das portas frias
Sob armaduras opostas
Ardem no meu coração as estações
As estações dos homens os seus astros
Trêmulos de tão semelhantes serem

E o meu grito nu sobe um degrau
Da escadaria imensa da alegria

E esse fogo nu que pesa
Torna a minha força suave e dura

Eis aqui a amadurecer um fruto
Ardendo de frio orvalhado de suor
Eis aqui o lugar generoso
Onde só dormem os que sonham
O tempo está bom gritemos com mais força
Para que os sonhadores durmam melhor
Envoltos em palavras
Que põem o bom tempo nos meus olhos

Estou seguro de que a todo o momento
Filha e avó dos meus amores
Da minha esperança
A felicidade jorra do meu grito
Para a mais alta busca
Um grito de que o meu seja o eco.

Paul Éluard, pseudônimo de Eugène Emile Paul Grindel (Saint-Denis, França, 14 de dezembro de 1895 – Charenton-le-Pont, França, 18 de novembro de 1952). In “Algumas das palavras: antologia. Paul Éluard”. Organização e prefácio António Ramos Rosa; tradução de António Ramos Rosa e Luísa Neto Jorge. Lisboa: Dom Quixote, 1977

Silvana dos Santos Pereira: Renascimento

Silvana Marques dos Santos Pereira

Artista brasileira, residente em São Paulo, nasceu na Bahia, em um ambiente artístico, de uma família de artistas reconhecidos. Pinta desde a infância e ao longo de muitas décadas, exerceu atividade profissional como professora da Fundação Getúlio Vargas e empresaria, mantendo sempre a pintura como uma profunda necessidade pessoal. Há 3 anos conseguiu viabilizar dedicação exclusiva à pintura.

Desde muito cedo na infância frequentou os Ateliês de Candoca e Mario Cravo, onde aprendeu e praticou seus primeiros passos. Estudou artes em San Jose – Califórnia, em 1970/1971, foi introduzida ao óleo, pastel e aquarela. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia – Curso livre – durante 1974-1976, onde foi orientada pelos professores Riolan Coutinho e Juarez Paraiso, aprofundando o estudo do retrato através da exploração de técnicas como a pintura a óleo, pastel seco e carvão vegetal. Na década de 80, com professor Carlos Fajardo aprofundou em arte moderna e abstrata. Atualmente desde 2019, estuda com professor Paulo Pasta, no Instituto Tomie Ohtake.

Ao longo de anos, desenvolveu principalmente retratos e recentemente tem explorado as dimensões abstratas através de pastel seco e paisagens com óleo sobre canvas.

Pinta de forma intuitiva, impulsionada por sua observação e sentimento empírico do mundo.

Contatos:
www.facebook.com/silvanapereiraartista
www.instagram.com/silvana_artist
silvana@silvanatpereira.com.br
WhatsApp: (11) 9 8121-0200

Batmacumba

Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba oh
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba
Bat Macumba ê ê, Bat Macum
Bat Macumba ê ê, Batman
Bat Macumba ê ê, Bat
Bat Macumba ê ê, Ba
Bat Macumba ê ê
Bat Macumba ê
Bat Macumba
Bat Macum
Batman
Bat
Ba
Bat
Bat Ma
Bat Macum
Bat Macumba
Bat Macumba ê
Bat Macumba ê ê
Bat Macumba ê ê, Ba
Bat Macumba ê ê, Bat
Bat Macumba ê ê, Batman
Bat Macumba ê ê, Bat Macum
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba oh
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá
Bat Macumba ê ê, Bat Macumba obá!

Gilberto Gil (Salvador, Bahia, 26 de junho de 1942) / Caetano Veloso (Santo Amaro, Bahia, 7 de agosto de 1942)

Comemoração: Dieese 70 anos

Em 22 de dezembro de 1955, um grupo de sindicalistas se reuniu em São Paulo para criar o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e de Estudos Sócio-Econômicos) e hoje ele completa 70 anos de existência.

Ele é dirigido pelos sindicatos de trabalhadores brasileiros e vem desenvolvendo, desde então, pesquisas e assessorias técnicas. Hoje ele é presidido por José Gonzaga da Cruz, vice-presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, e tem como diretora técnica a socióloga Adriana Marcia Marcolino, que coordena o trabalho de uma grande equipe técnica formada por economistas, sociólogos, estatísticos e engenheiros de produção. Destacamos que durante 23 anos de sua existência o Diesse teve importante suporte técnico do economista Walter Barelli. O Dieese possui 17 escritórios regionais no Brasil, além de um escritório nacional em São Paulo.

Graduado em economia pela USP em 1989, trabalhei um pouco mais de quatorze anos no Dieese, após uma rápida passagem por uma instituição financeira de renome. Hoje estou envolvido com o gerenciamento de uma galeria de arte.

De outubro de 1989 a julho de 2003 atuei nessa instituição como sociólogo e economista, onde o tema do emprego (e do desemprego) e das políticas públicas para estimulá-lo, no caso do emprego (e enfrentá-lo, no caso do desemprego) estiveram sempre presentes. Durante esse período, atuei também no gerenciamento do Banco de Dados Macroeconômicos, com mais de 300 séries sobre economia brasileira, e na elaboração de estudos e análises, abordando os grandes temas relacionados com o mundo do trabalho, com destaque para a reestruturação produtiva, emprego e renda e novas relações de trabalho.

No Seminário Internacional “Dieese 70 Anos: Disputar a Renda, Reduzir Desigualdades”, realizado no Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, em dois dias de atividade, 11 e 12 de dezembro, participarei ao longo da manhã do primeiro dia, 11/12.

Não posso deixar de citar nessas comemorações as importantes contribuições de técnicos ímpares, e que já nos deixaram, como Walter Barelli, Jorge Uehara, Dirceu Huertas, José Maurício Soares, Álvaro Penachioni e Osvaldo Rodrigues Cavignato, por quais tenho especial apreço.

Escritório Nacional do Dieese
Rua Aurora, 957, 1º andar
Santa Efigênia – São Paulo/SP
(11) 3874-5366

www.dieese.org.br