Amazônia “O rio” (Valdir Sarubbi) e “A mata” (Antonio Henrique Amaral)

Galeria do Memorial
De 27 de março a 19 de abril de 1992

Memorial da América Latina
Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664
Barra Funda, São Paulo – SP

Valdir Sarubbi (Bragança – PA, 1939 – São Paulo – SP, 2000)
Pintor, desenhista, gravador, artista visual, professor.

Em 1962, Valdir Evandro Sarubbi de Medeiros gradou-se em direito, e, entre 1969 e 1970, frequenta faculdade de arquitetura, ambas em Belém. Em 1971, muda-se para São Paulo. Em seus trabalhos, aparecem aspectos culturais da Amazônia e da paisagem da região. No início da década de 1970, desenvolve a série Meditação Labiríntica, composta por desenhos que formam labirintos coloridos, semelhantes ao estilo da cerâmica marajoara. Esses labirintos, posteriormente, transformam-se em rios vistos de cima, que passam a ser uma temática constante em sua obra. Realiza trabalhos com base em fotografias aéreas da selva amazônica, e na série Memoriae, apresenta obras abstratas relacionadas à representação do rio. Em 1986, desenvolve o Projeto Arte e Educação, como artista residente na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Em 1990, realiza um painel da série Meditação Labiríntica, na Estação Barra Funda do Metrô de São Paulo, e, em 1993, monta no Deutsche Welle, em Colônia, Alemanha, a instalação Xumucuís, composta por bastões que produzem ruídos ligados à sonoridade da água.

Antonio Henrique Amaral (São Paulo – SP, 1935, São Paulo – SP, 2015)
Pintor, gravador e desenhista.

Iniciou sua formação artística em 1952, na Escola do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), sob orientação de Sambonet (1924–1995). Em 1956, aprofundou seus estudos em gravura com Lívio Abramo (1903–1992), no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Em 1958, realizou viagens à Argentina e ao Chile, onde expôs suas obras e teve contato com o poeta Pablo Neruda (1904–1973). Em 1959, viajou aos Estados Unidos, onde estudou gravura no Pratt Graphics Center, em Nova York. Ao retornar ao Brasil, em 1960, trabalhou como assistente na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, e conheceu importantes nomes da arte brasileira, como Ivan Serpa (1923–1973), Candido Portinari (1903–1962), Antonio Bandeira (1922–1967), Djanira (1914–1979) e Oswaldo Goeldi (1895–1961). Paralelamente à atividade artística, atuou como redator publicitário. No início de sua carreira, produziu desenhos e gravuras com forte influência do surrealismo. A partir da segunda metade da década de 1960, sua obra passou a incorporar uma crítica social mais incisiva, utilizando elementos da gravura popular, da cultura de massa e aproximando-se da estética da arte pop. Em 1967, lançou o álbum de xilogravuras coloridas O Meu e o Seu, com texto de apresentação de Ferreira Gullar (1930) e capa de Rubens Martins, no qual denunciava o autoritarismo vigente no país. A partir desse período, passou a dedicar-se majoritariamente à pintura. Em 1971, foi agraciado com o prêmio viagem ao exterior do Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o que o levou novamente a Nova York. Retornou ao Brasil em 1981, dando continuidade à sua produção artística.

Fonte: O Escritório de Arte (www.escritoriodearte.com), fundado em 1998, ele foi pioneiro na comercialização online de arte moderna e contemporânea brasileira no mercado de arte, oferecendo um amplo acervo, preços competitivos e um processo de aquisição simplificado.

Gravura em metal do artista paraense Valdir Sarubbi – acervo família Sarubbi – edição póstuma

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

2 comentários em “Amazônia “O rio” (Valdir Sarubbi) e “A mata” (Antonio Henrique Amaral)”

  1. Na época em que ocorreu pude visitar no Memorial essa marcante mostra, que revelou ao público presente a genialidade desses dois artistas que retrataram de forma magnífica a Amazônia e as coisas do norte… Já naqueles tempos eles nos alertaram para a necessidade da preservação e dos cuidados com esse importante bioma da humanidade… Fica aqui essa memória, para jamais nos esquecermos…

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