A la palabra

Alma que me transportas:
Voz desatada
Que a las almas ajenas
Llevas mi alma:
– Cinta, cinta de fuego
– Que pura y rauda
A los sueltos humanos
Alegras y atas;
– Pastora, pastorcilla
Enamorada,
Que junto al blanco y húmedo
Rebaño canta;
– Árabe, árabe fiero
– Que en su dorada
Hacanea parece
Volante llama;
– León, leon rugiente
De la montaña
Que como alud de oro
Al valle baja,
– Y en el villano impuro
La garra clava,
– Y en el dormido alumbra
El sol del alma;
– Lira, lira imponente
En la más alta
Cúspide de la tierra
Serena, alzada,
– En dos troncos de robles
Corvos las blandas
Cuerdas mordiendo, y trenzas
De rosas blancas
De los hilos sonoros
Sueltas al aura,
Cantando con pasmosas
Hercúleas cantigas,
De los dioses del cielo
Y tierra hazañas,
Y en himnos sin medida,
Como las almas,
Esparciendo a las nubes
La esencia humana,
Que en lento giro asciende
De la batalla

José Martí (Havana, Cuba, 28 de janeiro de 1853 — Dos Ríos, pequena localidade pertencente ao município de Jiguaní, Cuba, 19 de maio de 1895). In “Poesia completa. Edición crítica”. La Habana, Cuba: Editorial Letras Cubanas, 1993

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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